Saiu na Mídia: Luciano Rostagno fala ao Jornal Jovem Pan sobre o cenário econômico brasileiro

A conjuntura econômica esteve em discussão na entrevista de Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho, para Denise Campos de Toledo, da Jovem Pan, nesse início de semana tumultuado para o mercado brasileiro.

O ganho do real frente ao dólar, segundo Rostagno teve um componente externo e outro doméstico. Lá fora, os dados de inflação dos EUA vieram um pouco melhores do que o esperado, diminuindo a preocupação sobre a economia norte-americana, que vinha puxando as taxas dos títulos americanos para cima e pressionando também as taxas aqui dentro. 

No âmbito doméstico, o Congresso avançou na agenda de reformas e a Câmara já vota em segundo turno a PEC emergencial, necessária para nova rodada de auxilio, o que cria gatilhos para evitar que haja a deterioração, no médio prazo, das contas públicas.

Segundo Rostagno, o mercado tende a continuar volátil, por causa do coronavírus, pressionando por mais gastos sociais para mitigar os impactos da crise na população. No exterior, essa volatilidade se dá em razão do movimento coordenado de alta de commodities com o fortalecimento do dólar, que gera preocupações com a inflação.

Outra notícia que mexeu com os ânimos do mercado foi a elegibilidade de Lula, que passa a lidar com um cenário binário, polarizado, que favorece o populismo, reforçando a volatilidade já tão destacada pela crise da saúde. A incerteza encomendada para o ano que vem tende a deixar os investidores cautelosos.

Para Rostagno, o primeiro semestre ainda vai ser bastante difícil, e a tendência é que a economia se mantenha estagnada ou apresente pequena contração. Há expectativa de recuperação com a agenda de vacinações permitindo a abertura da economia com o abrandamento na crise da saúde, o que favoreceria a atividade de serviços, alavancando o crescimento econômico no segundo semestre.

Assista à entrevista na íntegra

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